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15 de dez de 2013

Capítulo 10

Demi on:
A Hannah estava há 2 semanas com aquele negócio no pé. E durante essas semanas, Joe a visitava com frequência. A gente tinha conversado sobre isso e ele foi bem franco comigo, portanto, estava tudo bem.  Não que eu não me importasse, mas fazia parte do meu treinamento interno sobre confiar no meu namorado. Eu precisava deixa-lo ir à casa da ex e ficar lá com ela sem pensar que algo a mais podia estar acontecendo. Vamos dizer que eu não estava me saindo muito bem.
-E aí, Joe, você vai hoje?- Jake perguntou e eu me desliguei de meus pensamentos. Concentrei-me no carinho que recebia de Joe, ele mexia em meus cabelos enquanto meus olhos permaneciam fechados.
-Vou não, cara- respondeu. Eu não fazia ideia do que se tratava.
-Vocês iam sair hoje?- perguntei curiosa. Nós tínhamos combinado de passar o dia juntos.
-É que eu chamei uma galera lá pra casa- Jake explicou- Falei pro Joe te levar se ele quisesse, é que já tava marcado há um tempo.
-A prima dele chega hoje- Joe esclareceu e eu assenti compreensiva. Eu estava dando duro nessa coisa de não ser ciumenta.
-Mas como nossos planos sobre ela mudaram de uns tempos pra cá- Jake disse- Pensei em chamar vocês dois.
-Prefiro passar o dia só com a Demi- Joe disse e eu não me pronunciei sobre o assunto, apenas sorri carinhosamente e segurei uma de suas mãos, brincando com os seus dedos.
-É, eu acho que é melhor assim- Jake deu de ombros, arrancando risadas.
-Demi, seu celular- Joe disse, pegando o aparelho e me entregando. Segurei-o e encarei o visor. Minha mãe.
-Oi, mãe- eu atendi sem vontade alguma.
-Meu amooooor- minha mãe tinha uma animação que chegava a dar raiva- Escuta, aconteceu um imprevisto e eu vou precisar passar a noite fora.
-Esse imprevisto se chama Jeremy?- perguntei revirando os olhos. Esse era o nome do mais novo namorado da minha mãe. Pelo menos o cara era maneiro e não dava em cima de mim. Eu até tava torcendo pra dar certo dessa vez.
-Sim, mas isso não importa- ela disse- Sua avó já deve estar a caminho pra ficar com você.
-Mãe, porque colocar a minha avó de babá? Eu posso sobreviver sozinha.
-Eu sei disso, mas ela me ligou querendo fazer uma visita e eu comentei que ficaria fora então ela disse “O QUE? COMO ASSIM VOCÊ VAI DEIXAR A MINHA NETA SOZINHA?”- afastei o telefone do ouvido naquele momento. Porque a minha mãe tinha que gritar?- Aí ela insistiu e poxa, Demi, é só uma noite.
-Tá bem- revirei os olhos- Mas ó, o Joe vai passar o dia comigo.
-Sem problemas, só juízo, tá ouvindo?- eu concordei- Então você tava pretendendo passar o dia com ele enquanto eu tava fora? Você é esperta- eu ri- Juízo, hein. Te amo, cuida da sua avó.
-A minha avó não precisa de ninguém que cuide dela, mãe.
-Precisa sim. Se você virar as costas é capaz de ela dar em cima do seu namorado- eu ri com o que acabara de ouvir.
-Tudo bem, eu vou tomar cuidado- afirmei- Beijo, te amo.
Desliguei o telefone e Joe me encarava curioso, meio que sem saber o que falar.
-Eu ouvi mesmo a sua mãe dizendo que a sua avó ia dar em cima de mim?- ele questionou e eu gargalhei com seu espanto.
-É... ela é uma vovó... diferente- dei de ombros.
-Sua avó tá na sua casa?
-É que a minha mãe vai passar a noite fora com o novo namorado que ela arrumou- revirei os olhos- E a minha avó deve estar chegando por aqui daqui a pouco. Mas ela é de boa, a casa ainda é nossa.
-Beleza então- ele sorriu- Olha o que eu fiz- ele segurou uma parte do meu cabelo e me mostrou.
-Uma trança?
-Aham, legal né?
-Muito...- eu o encarei desconfiada.
-É que eu aprendi hoje, e eu achei muito difícil.
-Porque você aprendeu a fazer uma trança?
-Tipo, a minha irmã me acordou mais cedo do que o normal e ela começou a reclamar da vida dizendo que o cabelo dela tava horrível. Aí ela me puxou da cama e disse que eu precisava dar um jeito nele. Só que tipo, na hora eu achei que ela tava maluca. Enfim... ela fez eu aprender a fazer uma trança pra fazer nela. E eu gostei, é maneiro. Tô praticando.
-Sério isso?- eu prendi o riso.
-Aham, também achei loucura, pensei até que era um sonho desses malucos que a gente geralmente tem mas depois que ela começou a gritar eu percebi que era real mesmo.
-Cara... eu olho pra vocês dois e não consigo engolir que são irmãos.
-Eu sei, a gente é bem diferente. É que eu sou melhor do que ela em várias coisas, isso me torna mais especial- sorriu largamente.
-Aham, torna sim- eu assenti ironicamente.
-Vai discordar?
-Nunca- sorri.
*****
-Vocês vão pra casa?- a irmã de Joe perguntou quando nós estávamos entrando no carro dele.
-Não, vou passar o dia fora- ele disse- Que que você quer?
-Nada- ela negou, forçando um sorriso. Que não me convenceu e com certeza muito menos convenceu Joe.
-Pera aí, eu vou falar com ela- ele disse, se afastando e indo atrás da menina.
Joe ficou alguns minutos conversando com Melissa. Ela definitivamente parecia mal e eu acabei me sentindo mal por ela. Não sei por que, motivos eu sinceramente não tinha, mas eu detestava ver as pessoas tristes. Vi quando Joe a abraçou e também quando ela começou a chorar. Eles ficaram assim durante um tempo e eu não queria ficar encarando, mas achei aquela cena muito fofa. Eu sempre sentia uma vontade enorme de sorrir quando via algo parecido, eu achava uma atitude legal.
-O Alex terminou tudo com ela- Joe disse se aproximando- Eu falei pra ela não se meter com esse idiota.
-É óbvio que ela não ia te ouvir, ela amava ele.
-Pior que amava mesmo. Bom, pelo menos eu acho que a Melissa vai aprender alguma coisa com isso. Sei lá, talvez que o mundo não gira em torno dela, ou que ela precisa mudar algumas atitudes.
-Dá um desconto, é horrível quando alguém que você ama simplesmente te deixa de lado como se nunca tivesse acontecido nada.
-Eu sei bem como é isso. Eu entendo o que ela tá sentindo.
-Já passou por isso?
-Acho que todo mundo já passou, ou vai acabar passando.
-Você parece o que quebra os corações. Não o que tem o coração quebrado.
-Eu nunca quebrei o coração de ninguém de propósito. Mas às vezes acontece. Não dá pra fingir que você sente uma coisa por alguém só porque não quer magoá-la.
-É diferente, Joe. Tem gente que não se importa nem um pouco com a outra pessoa.
-Foi assim que aconteceu com você?- ele me perguntou calmamente. Por alguns segundos eu o encarei confusa.
-Porque você acha que isso aconteceu comigo?
-O jeito que você falou, pareceu que você tava pensando em alguma coisa, lembrando- deu de ombros.
-Eu acho que já aconteceu com todo mundo- eu repeti o que ele havia dito e Joe apenas sorriu, balançando a cabeça.
-Você também não parecia o tipo que tinha o coração quebrado.
-Pareço agora?- perguntei encarando-o.
-Eu tenho muito medo de te magoar- foi o que ele disse.
Sorri comigo mesma e parei um pouco para pensar. Era muita besteira da minha parte achar que não era real. Mas mesmo assim, as pessoas podem mentir. E podem mentir muito bem, a ponto de enganar perfeitamente. Eu odiava pensar nisso, odiava criar na minha cabeça esse monte de hipóteses ridículas. Eu me sentia ridicularmente idiota por isso, era como se eu estivesse traindo a minha própria confiança. Minha vontade era de bater a cabeça numa parede até que tudo isso fosse embora.
Eu era desse tipo. Mente turbulenta, mas aparência tranquila.
-Amanhã tem aquele jantar que eu te disse, lembra?- ele cortou o silêncio.
-Nossa- eu fiz uma careta depois de um tempo- Tinha me esquecido completamente. Com o David e a Lola, né?
-Aham. Amanhã eu vejo que horas é porque eu já esqueci também.
-Onde a gente tá indo?- perguntei meio desorientada.
-No mercado- ele disse como se fosse a coisa mais óbvia. E era mesmo. Eu percebi isso depois que me lembrei de que realmente íamos ao mercado depois da aula, comprar algumas besteiras pra passar a tarde. Na verdade, Joe havia me feito prometer que eu faria um bolo de chocolate pra ele. Mereço.
-Claro, mercado- eu assenti.
-Tá com a cabeça onde, hein?- Joe perguntou, me abraçando por trás quando saímos do carro, andando na direção da entrada do estabelecimento- No cara que quebrou seu coração?
-Hã? Não- neguei virando minha cabeça para encará-lo com uma careta.
-Acho bom- ele juntou nossos lábios, sorrindo carinhosamente entre o beijo.
-Você tá bem curioso pra saber dessa história, não tá?- questionei sorrindo.
-Tô.
-Um dia desses eu te conto- pisquei- Agora vai, procura os ingredientes enquanto eu vou pegar uma cestinha.
-Quais são os ingredientes?
-Deixa que eu faço isso- revirei os olhos.
-É melhor- ele sorriu- Eu vou comprar algumas outras coisas.
Então nós nos separamos e cada um foi atrás do que queria. Eu peguei tudo que era preciso para fazer o bolo e ainda peguei algumas outras besteiras. Joe apareceu algum tempo depois cheio de coisas nas mãos.
-Cara, a gente vai fazer a festa hoje- ele disse- Faz tempo que eu não me entupo de porcaria.
Pagamos e levamos as coisas até o carro. Depois seguimos nosso caminho e quando chegamos Joe colocou todas as coisas sobre a mesa da cozinha.
-Sua avó ainda não chegou?- perguntou.
-Vou ligar pra ela- eu disse.
***

-Belo momento pra sua avó ficar presa no trânsito- ele resmungou, tentando pela milionésima vez abrir a porta que agora estava mais do que emperrada.
-Ninguém merece- eu reclamei- Pelo menos aqui tem comida. Não é tão ruim ficar preso na despensa.
-É, podia ser pior- Joe deu de ombros- Pena que a gente acabou de almoçar.
Nós estávamos procurando leite condensado, porque eu tinha esquecido de comprar (na verdade, nós dois, mas ele colocou a culpa em mim então, fazer o que) e eu fui subir num banco que tinha ali. O banco virou e eu caí pra trás, em cima de Joe. Ele estava lendo uma coisa na embalagem do leite, porque ele cismou que estava estragado, e por isso não estava me olhando quando eu caí. Resultado: derrubei-o no chão e ele bateu com tudo na porta. Nós rimos até percebemos que estávamos trancados.
-Do jeito que a minha avó tava longe, eu acho que vamos ficar aqui até dar fome.
-Bom, dá pra sentar- ele deu de ombros.
Joe afastou todos os sacos de comida e se sentou sobre uma plataforma que servia perfeitamente como banco. Ele esticou um de seus braços, me chamando.
Segurei sua mão e deixei que ele me trouxesse para perto. Quando sentei em seu colo, coloquei meus braços apoiados nos dele. Joe me puxou pela nuca e juntou nossos lábios. Nosso beijo se tornou muito intenso. Nossos beijos sempre eram intensos, mas agora eles estavam diferentes, mais apaixonados e mais cuidadosos.
Senti suas mãos acariciando minhas costas, a ponta de seus dedos roçando contra a minha blusa. Naquele momento, eu queria muito sentir sua pele na minha, senti-lo me tocando. Fazia muito tempo que ele não me tocava da forma como eu desejava e estava acostumada e eu estava muito disposta a incentivá-lo a isso agora. Eu acho que a gente podia aproveitar um pouco aquele tempo ali, a solidão dentro daquela dispensa, o silêncio, o momento e a companhia um do outro.
-Eu acho que ficar trancado na dispensa pode ser muito melhor do que parece- ele sussurrou.
-E não é pela comida- completei sussurrando em seu ouvido, sorrindo comigo mesma.
Nossos rostos se colaram e ele começou a distribuir beijos pelo meu pescoço. Suas mãos agora estavam bem presas em minhas pernas e ambos movíamos nossos corpos juntos querendo uma proximidade maior, buscando por contato.
Eu levei minhas mãos até sua camisa e a tirei. Depois disso, ele com certeza pensou que eu realmente queria que rolasse alguma coisa ali dentro, porque deslizou suas mãos pelas minhas costas e desceu até o cós da minha calça. Joe percorreu todo o contorno da minha calcinha, suas mãos dentro do meu jeans, mas depois de algum tempo eu levei minha mão até a dele e a segurei. Em vez de deixá-lo continuar por ali, eu levei sua mão até minha barriga, fazendo-a adentrar minha blusa. Eu não queria que ele tirasse minha calça, mas queria que ele me tocasse antes que eu precisasse pedir desesperadamente por isso.
Eu sabia que precisaria me controlar. Ter controle sobre o meu próprio corpo nunca foi a opção mais fácil quando se tratava desse tipo de momento e nem quando se tratava de Joe. Eu sempre deixei rolar, sempre quando eu queria terminar tudo que nós tínhamos e acabar com aquela coisa de sexo sem compromisso, por isso estava sendo bem mais difícil do que parecia desde que havíamos começado o namoro.
Ele segurou minha cintura com força e com a outra mão puxou meus cabelos com cuidado e ao mesmo tempo usando aquele instinto possessivo. Nossos lábios se encontraram novamente e outro beijo foi iniciado, cortando um gemido baixo que eu deixei escapar quando ele massageou meu seio.
Joe sorriu em meio ao momento e aos poucos foi levantando minha blusa. Deixei que ele a tirasse e senti seus lábios tocando minha pele quente. Era isso que eu queria, esse contato, ele me tocando e seus lábios em mim.
Distribuí também beijos por seu peito nu e acariciei-o com calma. Deslizei meus dedos, roçando-os em sua pele, descendo pelo seu abdômen. Joe soltou o ar pesadamente em meu ouvido e mordeu minha orelha demoradamente, provocante. Ele gostava de provocar, mas eu também tinha um pouco disso dentro de mim, devo admitir.
Joguei meus braços ao redor do seu pescoço e minhas mãos deslizaram por suas costas enquanto ele brincava com o botão de minha calça. Decidi bem relutante que era o momento de parar. Eu não conseguiria me conter de deixasse aquilo continuar e muito menos ele. Respirei fundo depois de lhe dar um último beijo e me afastei com calma, apoiando minhas mãos em seu peito. Ele não me encarou com uma expressão confusa, mas sim decepcionada. Acho que a decepção era ainda maior depois de ele ter pensado que eu realmente deixaria acontecer. Pensando bem, eu me senti um pouco egoísta. Deixei que aquilo acontecesse porque queria ser tocada por ele. Mas o parei e o impedi de continuar, como andava fazendo desde o início do namoro, e isso com certeza não estava o deixando contente, nem irritado, mas acho que ele queria alguma explicação.
-Não tô com camisinha aqui- eu disse. Era melhor assim, por enquanto. E era verdade, não poderíamos fazer nada mesmo sem preservativos- E cara, dentro da dispensa? Eu ia ficar sem comer até que toda essa comida fosse renovada- eu brinquei, na tentativa de amenizar o clima, deixá-lo menos pesado. No fundo, eu queria saber se ele estava chateado comigo.
Joe riu, balançando a cabeça. Ele pegou minha blusa e me entregou. Não parecia bolado comigo, talvez ele tivesse compreendido. Eu vesti com rapidez quando ouvi a voz inconfundível da minha querida avó.
-MEU AMOR- ela gritou.
-AQUI- eu gritei de volta, batendo na porta da despensa. Joe já havia vestido sua camisa e agora estava ao meu lado.
-Tá fazendo o que aí dentro, querida?- ela perguntou.
-Tô presa com o Joe, vó- bati novamente- Tenta abrir aí- pedi.
-Joe? Hum...seu namorado, é?- eu sentia a malícia na voz dela.
-Sim, vó- revirei os olhos e Joe riu- Abre isso.
-Acha que eu sou o que, boneca? Não sei arrombar porta não.
-Boneca?- Joe sussurrou, rindo.
-É, ela tem essa mania- murmurei- VÓ, SÓ TENTA ABRIR- eu pedi gritando novamente.
-Ainda não sou surda- retrucou ironicamente.
Bufei comigo mesma, mas alguns segundos depois ela conseguiu abrir a porta.
-Ah, mais linda a cada dia- ela me abraçou e depois se dirigiu para Joe- Nossa, que saúde- comentou, fazendo-o gargalhar.
-Digo o mesmo da senhora- ele sorriu e eu segurei o riso. Minha avó parecia a pessoa mais feliz do mundo.
-Cuidado comigo, hein, Demi- piscou para mim e depois fez o mesmo na direção de Joe. Ele piscou de volta e eu só ri.
-Bom, vó, a gente tem um bolo pra preparar- eu disse- Que tal ajudar?- perguntei.
Ela me encarou com aquela cara que dizia “deixa que eu faço, pode subir com o seu namorado” e eu agradeci com um sorriso.
-A gente volta depois pra ver como tá ficando- Joe disse quando eu saí puxando ele pela casa- Demi- ele chamou quando entramos no quarto. Joe tinha um sorriso no rosto e eu encarei-o confusa quando ele começou a rir.
-Ai meu Deus, coloquei a camisa ao contrário- eu gargalhei.
Joe voltou sua atenção para os dvd’s no armário debaixo da cômoda e eu tirei a camisa. Caminhei até meu armário para pegar alguma coisa mais leve, porque estava muito quente.
-Você se importa se eu tirar isso?- Joe perguntou com uma careta, segurando a camisa.
-Claro que não- eu dei de ombros- Desde quando eu me importo com você tirar a camisa?
-Sei lá, talvez você tivesse medo da sua avó ver isso e se apaixonar por mim- deu de ombros e eu ri alto- Sabe como é, eu sou irresistível.
-Pode ter certeza que eu sei. Mas relaxa, eu me garanto- sorri na direção dele.
-Cuidado com essa segurança toda, sua avó tá bem pra uma avó- ele disse.
-É... ela teve a minha mãe muito nova. E a minha mãe me teve nova demais também, então- expliquei- Mesmo assim eu me garanto- disse me aproximando.
-E por quê?
-Você me ama- eu disse.
-Porque eu não posso amar a sua avó?
-Você não quer aquilo.
-Cruzes, Demi. Ela é a sua avó.
-Não se roubar meu namorado- disse indignada.
Acabamos os dois por rir.
-Isso aqui tá parecendo o inferno- Joe resmungou tirando a camisa.
-Não por muito tempo- sorri travessa.
Eu subi na cama e liguei o ar no máximo. Fui até o armário e peguei dois edredons. Nós nos jogamos na cama e apagamos a luz. Ficamos nos beijos até que minha avó bateu na porta, com o bolo nas mãos.
-Espero não ter interrompido nada- ela sorriu.
-Valeu, vó- eu sorri- Já vou descer pra pegar o restante das besteiras. E não atrapalhou nada não.
Joe logo estava ao meu lado, pegando os pratos que minha avó trouxera.
-Vocês estão no escuro, nesse friozinho, você tem um gato desses sem camisa e mesmo assim ainda tem certeza de que eu não atrapalhei nada?
-Não, não atrapalhou- Joe riu.
-Pois devia ter atrapalhado- ela disse e virou as costas. Eu revirei os olhos. Minha avó precisava ser safada?
-Eu concordo com a sua avó- Joe sussurrou no meu ouvido quando eu estava pronta pra descer e pegar o resto das coisas. Ignorei seu comentário e o puxei comigo.
Pegamos uns refrigerantes, alguns biscoitos, salgadinhos que minha avó tinha preparado (<3) e todo o resto que tinha ali. Fizemos uma zona no quarto, até porque no escuro era complicado ver onde estavam as comidas, mas no final acabou sendo bem divertido e muito engraçado.
-Toma, come esse- ele aproximou um cookie da minha boca.
-Não, não aguento mais- eu disse.
-É o último.
-Come você.
-Metade metade?- sugeriu.
-Tudo bem- suspirei. Comi a maldita metade do biscoito e respirei fundo- Chega.
-Acabou a comida- Joe me abraçou por trás e eu senti sua respiração no meu rosto- Agora só te resta a minha pessoa.
-Isso é ruim? Parece ótimo- brinquei.
A essa altura eu já tinha tirado minha blusa também. Vamos combinar que só de sutiã era bem mais confortável. De qualquer forma, estávamos os dois debaixo da coberta, minha avó lá em baixo, dormindo na poltrona ou assistindo tv e o filme já havia acabado.
Joe beijou meu pescoço com delicadeza e sua respiração ficava cada vez mais pesada. Ele subiu suas mãos da minha coxa até a lateral do meu corpo me acariciou com carinho.
Me virei ficando de frente para ele e segurei seu rosto, colocando-o entre minhas mãos. Nossos lábios se encontraram, mas eu tentei dar continuidade aos beijos lentos e inocentes, o que não deu muito certo. Joe queria mais, e eu tive que pará-lo.
-Você também não tem camisinha aqui?- ele perguntou. Joe sabia que eu tinha, eu sempre tinha.
-Tenho- sussurrei com a cabeça baixa. Minha voz quase não saiu. A tarde havia sido perfeita e eu estava prestes a estragá-la. Ou melhor, acho que já tinha estragado.
Ele respirou fundo e eu deitei na cama com a barriga para cima, encarando o teto. Joe não disse nada por alguns instantes, mas eu percebi quando ele virou sua cabeça na minha direção.
-A única coisa que eu queria entender é o motivo que você tem pra isso- ele disse no mesmo tom de voz que eu havia usado.
Eu sei que ele queria uma resposta, nem que fosse um “não vou te falar”. Mesmo que eu dissesse simplesmente que não queria (mais uma vez), eu não me senti no direito de dizer nada. Ele sabia que eu queria, mas eu não estava pronta pra contar a eles meus motivos. Envolvia muito mais do que palavras, eu precisava pensar.
Joe parecia bem frustrado e depois de um bom tempo em silêncio, ele se levantou. Ainda respirando fundo como quem quer manter a calma, ele calmamente pegou sua blusa e a colocou. Eu estava estática, sem saber o que fazer ou como fazê-lo ficar. Depois que ele colocou o tênis e parou bem na minha frente, eu consegui abrir a boca para pronunciar seu nome.
-A gente se vê amanhã- ele disse, ainda com calma, e abriu a porta, fechando-a logo depois.
Fechei meus olhos e apertei o edredom contra meu rosto. As lágrimas começaram a descer silenciosamente e assim permaneceram. E por incrível que pareça nesse momento eu não estava me importando com o fato de estar chorando por um garoto. E eu não tentei dizer para mim mesma que estava errada ao fazê-lo.
Eu não podia, por mais que no fundo quisesse, colocar a culpa em Joe. Dentro de mim, havia o lado defensor, que queria afirmar que ele havia feito o que fez por causa de sexo, porque eu não transei com ele de novo. Mas o problema na verdade era o que eu estava fazendo.
Por tantas vezes eu me impedi de continuar com os nossos momentos, porque eu queria ter certeza de que ele estava comigo porque me amava. Mas isso foi muito além. Agora, eu percebia que se continuasse podia estragar nosso namoro, se já não tivesse cometido um tremendo erro. Ele já havia me provado que não estava comigo por causa de sexo na primeira vez que eu o parei. Porque eu não tinha enxergado isso antes?
Continua...
Outro grandeeeeee \o acho que tá até maior que o outro lol
Por mais que tenha sido tenso, eu gostei bastante desse capítulo... :P
Quando eu vi o tamanho desse capítulo- porque eu sinceramente não sabia que tava tão grande- eu pensei em só postar amanhã, porque poxa gente, eu sei que tem mais do que 6,7 pessoas lendo a fic, porque não comentam? :( Eu sei que tem preguiça... às vezes eu também tenho, mas.... :|
amo vocês, muito obrigada <3
Beijemis,
Brubs <3

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16 comentários:

  1. tenho pena da Demi ser assim, mas ela também, burra né?! minha vó igual a vó da Demi asoaksokaoskaosk lindo, porém, tenso. Amando demais a fic! Poste logo!

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    1. A Demi já percebeu a burrada que tava fazendo... agora ela só tem que concertar :)) sério?!?! hahahahaha vovós assim são fantásticas <3 Obrigada! :D

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  2. To com raiva da demi pq COMO ASSIM VOCÊ ESTRAGA UM DIA INCRIVEL ASSIM MINHA QUERIDA????? Ela teve os motivos mas ahhh o joe já tinha provado que ele gosta dela de verdade. Adorei a vó da demi huasdjuha
    Posta mais :D

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    1. POIS É NÉ! Mas ela vai resolver isso ;) hahaha fantástica a vovó né?! fsgfsilfbslfos vou postar :D

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  3. Demi vem cá, vamos conversar :s
    Poxa, vc com um namorado todo fofo e tal, acabou com o clima e pior me deixou na expectativa de que ia rolar um hot /:
    Mas td bem, apesar de ter sido fofo, foi bem tenso e perfeito e GRANDEEE haha
    Posta logo, bjs!

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    1. Mas o hot tá chegando, calma... hahaha
      eeeee grandeeeee \o obrigada, amor!! Beijocas <3

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  4. Joe fazendo trança na demi foi o momento mais fofo....

    Melissa....coitada, alex terminou com ela. :(

    Vó da demi tão doidinha...gostei dela...
    Bem que minha avó poderá ser assim...mais como ela não er...~mas eu amo minha avó <3 <3~

    A demi ciumenta e igual a mim,ela até que tava certa no começo do capítulo,mais depois que ela chegou na casa dela com o joe,acho que ela pegou muito pesado com o ele,coitado...

    Posta logooo sua diva maravilhosa.
    Beijos minha brigadeirinha <3 <3 <3 <3

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    1. Ownt *_* Coitada da Melissa?! Sério mesmo? hahahaha deu pena, foi? Mas sl, não acho que essa pena aí vá durar não lol
      A Demi vai concertar a besteira que fez ;) Beijinhos, amor, obrigada por tudo :D

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  5. aaaaawn que lindo *-* a tarde deles foi mt perfeita, ai sen or kjfnlknl acontece que esse momento nunca chega, cacete Demetria zçlmcvxklvlksçmv eu pensei que ia rolar hot nesse capítulo cara, mas eu tava sentindo que a Demi ia ficar de palhaçada de novo ainnnnn tadinho do Joe, to com pena dele c.c ai cara, preciso de uma avó igual a da Demi :( a minha é muito paradona sabe? meu sonho ter uma avó louca, mas enfim
    POSTA LOGO, que venham mais capítulos supergrandes como esse! hahahah
    bjsss

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    1. KKKKKKKK calma vai chegar logo, juro juradinho! :D
      Aham sei jfgfvsfo a minha avó é meio parecida com essa da Demi, minha avó é hilária hahahahaha
      vou postar e hum... vão vir capítulos gigantescos por aí ;)
      Beijos linda, obrigada <3

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  6. É tenso demais(8...hsuahushuas
    Amei..
    Coitada da Dem..
    Cara, amei a Vó da Dem...u.u
    Safadeeeenha heim tia..u.u
    hsuahush
    Posta Logooo
    <3

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    1. Tenso... mas as coisas já vão se resolver :D
      hahaha a avó dela é o máximo <3
      Vou postar, muito obrigada, amor <3

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  7. capítulo pfto, porém tá na hora de essa mina ceder se n dou um soco nela, n pera skadjgjsa ai brunaaaa, ela n pode perder ele :c huahua posta logo!! bjao

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    1. HAHAHAHA ela vai ceder, tenha mais um pingo de paciência que o hot tá vindo \o
      Vou postar, beijos amor <3

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Vamos comentar?!?!..... SIM! :3