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7 de abr de 2013

8- É guerra.

The Start Of Something New
(2ª temporada)
(I don't own anything in this pic)


-O que... O que vocês fizeram?- ela perguntou, levantando-se imediatamente da cadeira onde antes estava tomando uma xícara de café.
-Quer mesmo ter o prazer de ouvir o que fizemos, mãe?- perguntei ironicamente. Eu tinha um ar convencido e atrevido, mas por dentro temia a reação dela. Temia que falasse algo absurdamente exagerado. E eu sabia que ela era capaz.
-Não seja engraçadinho, Joseph- ela ordenou, mantendo a voz firme.
-Eu só queria ter certeza de que não viria com mil pedras quando soubesse a resposta- dei de ombros, imparcial, segurando a mão de Demi- Aliás, eu acho que a senhora já é bem grandinha para saber, não?- questionei cinicamente.
Minha mãe bufou irritada e inconformada com o que acabara de ouvir. Parecia não acreditar no que estava ouvindo e eu parei por alguns segundos, tentando processar o que dissera. Eu estava mesmo desrespeitando minha mãe e passando por cima de todos os limites toleráveis da falta de educação. Mas e ela? Estava me respeitando em algum momento?
-Joe, para- Demi pediu sussurrando próxima a mim, claramente incomodada com a situação. Eu não queria que ela se sentisse culpada, em momento nenhum, nem que fosse obrigada a presenciar aquilo, então preferi respirar fundo e parar.
-Porque trouxe essa menina aqui?- questionou ríspida, ignorando minha falta de respeito, como se nada daquilo tivesse acontecido. Talvez nossa relação estivesse mesmo indo de mal a pior.
-Quantas vezes eu já disse que a Demi é minha namorada?- perguntei, controlando tudo dentro de mim, toda a raiva acumulada.
-Não quero que me lembre desse erro mais uma vez- afirmou.
-Então por favor, pare de tratá-la como se fosse uma qualquer- pedi, fingindo não ligar para suas tentativas de me atingir.
-Você estava tão bem com a Camilla- ela começou. Eu sabia que esse era o próximo passo, atingir à Demi. O lado mais vulnerável ali- Aí do nada chegou essa menina e...
-Eu não vou discutir com você de novo- cortei-a rapidamente. Eu sentia Demi apertando sua mão contra a minha mais e mais a cada palavra que minha educada mãe dizia- A Demi é minha namorada, eu a amo. Se você não gosta disso, eu sinceramente não ligo. Não vai mudar em nada.
-Muda a partir do momento em que você está na minha casa e traz essa garota pra cá- aumentou o tom de voz. Ok, eu já estava irritado com tamanha petulância.
-E vai mudar alguma coisa, mãe?- perguntei, ríspido. Demi pediu que eu me acalmasse novamente, porque sabia que o que estava por vir não era bom, mas eu precisava colocar aquilo para fora- Eu cansei de conversar, cansei desse seu medo estúpido e ridículo do passado. Os pais da Demi superaram, meu pai superou. Você é a única que não vê como isso só piora as coisas.
-Eu não admito que fale assim comigo- gritou.
-Eu não queria te desrespeitar- afirmei- Mas a partir do momento em que me proíbe de namorar com a pessoa que eu amo por uma tolice dessas, eu desisto de te obedecer. Se continuar com isso, saiba que não vai me impedir de nada. Não quer que eu a traga aqui? Eu vou para a casa dela, na qual existem pessoas com coração e um pingo de consciência. Eu vou pra qualquer lugar, eu a vejo no colégio todos os dias. Eu vou pra um motel e transo com ela quando eu quiser, vai me impedir de fazer isso?- soltei tudo como uma bomba, ironicamente. Talvez pudesse tê-la poupado de algumas coisas, mas era o momento da verdade.
-Quando você se tornou essa pessoa?- questionou empalidecida.
-Joe, pelo amor de Deus esquece isso- Demi pediu, nervosa- Eu vou embora, é melhor- afirmou, mas segurei firmemente sua mão.
-Concordo- minha mãe disse.
-Sobe e me espera no meu quarto- pedi suavemente, e virando para ela- Por favor.
Ela assentiu e eu beijei o topo de sua testa, vendo-a subir as escadas rapidamente.
-É por causa dela que está contra mim, Joseph?- perguntou- O que essa menina fez com você?
-Ela me fez feliz- garanti- Já você, me mostrou como algumas pessoas nem sempre são o exemplo que sempre aparentaram. Eu tinha orgulho de você, mãe, mas agora eu só sinto repulsa de uma pessoa tão egoísta e maldosa. A Demi não tem NADA a ver com isso, entenda de uma vez! É passado, acabou! Você só está pensando em si mesma e esquecendo de mim. O que eu estou te pedindo? O que tem demais em querer ser feliz, mãe?- perguntei- Você viu como falou com ela? Como a tratou? Desculpa, mas essa não é a minha mãe.
Ela ficou sem palavras ao ouvir o que eu dissera, mas ignorei-a e fechei os olhos por alguns segundos. Pegando pesado? Não... era só uma dose de verdade na cara, algo que ela precisava.
-E se eu estou diferente, é tudo culpa sua. Sem essa proibição ridícula eu não precisaria agir dessa forma. Também não estaríamos aqui discutindo um assunto tão sem nexo.

******

-Desculpa por isso, Dem- pedi, sentando-me na beirada na cama e apoiando a cabeça entre as mãos.
-Não liga- deu de ombros, com a voz baixa e calma- Eu já sabia que ia acontecer.
-E eu te trouxe aqui mesmo assim, te fiz ouvir isso da boca da minha mãe...
-Esquece, Joe- ela pediu- Podia ter sido bem pior. Eu já estava me preparando para uma humilhação- riu sem humor.
-Não liga pro que você ouviu- pedi, me aproximando dela e acariciando seu rosto- Ela acha que assim vai se vingar da sua mãe ou algo do tipo- expliquei.
-Bom- suspirou- Eu realmente acho melhor que eu vá embora- forçou um sorriso.
-Não, eu não vou deixar você sair daqui por causa de uma besteira- garanti, segurando suas mãos.
-É a casa dos seus pais, Joe- ela sussurrou- Não me sinto bem sabendo que não sou bem vinda aqui.
-Ta, escuta- pedi- Que tal sairmos pra comer alguma coisa? Aí podemos passar o dia fora- deu de ombros.
-Beleza- concordou, bagunçando meu cabelo e sorrindo.
-Te amo, tá?- eu me levantei e segurei sua cintura- Não importa o que a minha mãe pensa.
-Mas é claro que importa, Joe- sussurrou cabisbaixa.
-O que eu sinto não muda por causa dela, Demi- afirmei sério- Se a opinião dela interfere em alguma coisa é no nosso namoro. Mas eu prometo que não vou deixar isso acontecer, tá? Eu já fiquei tempo demais longe de você.
-Não me agradou a parte de interferir no namoro- ela sussurrou.
-Eu faço exatamente o que disse à ela que faria- sorri tranquilo- Tenho meus jeitinhos, lembra?
-Claro que sim- afirmou- E o que você vai gastar de dinheiro com motel- resmungou.
-Vejo que me conhece bem- pisquei, com um sorriso malicioso.
Gargalhamos juntos e selamos nossos lábios, ainda rindo. Era verdade. Eu teria que pensar em como manter nossa relação se a proibição dos meus pais continuasse. Daria trabalho, mas nada que eu não fizesse por ela.

****
-Hum... esses waffles parecem muito bons- eu comentei, esperando a moça trazê-los até mim.
-Não posso comer isso- ela afirmou, sacudindo a cabeça- Não sou como você que come, come, mas nunca engorda.
-Eu vou pra academia todo dia, Demi- eu disse, rindo da cara dela.
-E como eu não sabia disso?- o.o
-Ultimamente eu tenho faltado pra ficar com você- beijei o topo de sua testa.
-Awn, que meigo- ela sorriu- Mas de qualquer forma, o meu exercício é levantar da cama pra pegar alguma coisa pra comer e depois me deitar de novo- ela disse, me fazendo rir- Então, nada de waffles pra mim.
-Demi, Demi...- balancei a cabeça em reprovação- Você não tem espelho em casa não?
-Seria bem melhor se não tivesse mesmo- resmungou.
Eu sorri para ela e segurei sua mão, fazendo-a dar uma pequena voltinha.
-Está reclamando à toa- afirmei- Olha isso- apontei para seu corpo, com uma expressão indignada no rosto- E não é porque eu sou seu namorado que eu tenho a obrigação de dizer que você é linda, sexy e gostosa. Você é gostosa pra...- ela me encarou com uma expressão séria- Você é muito gostosa- sussurrei rapidamente.
-Não gosto de ser chamada de gostosa- ela fez uma careta.
-Mas meu Deus, isso é bom!
-Tá, mas... parece muito... sei lá, não me sinto confortável- deu de ombros.
-Ta bem, ta bem- eu a segurei pela cintura- Você é linda, maravilhosa e incrível. Melhor assim?- sorri.
-Aham, agora não parece que você só liga pro meu corpo- ela disse sarcasticamente.
-Eu nunca disse isso- me defendi.
-Ah, Jonas... eu não me esqueci de como isso aqui- ela apontou para nós dois- Começou.
-Eu não tenho culpa...
-De ser safado, realmente não têm. Eu não ligo, desde que seja safado só comigo- u.u
-Então você gosta da minha safadeza?- questionei divertido.
-Sabemos que eu não tenho outra escolha- piscou na minha direção.
-Verdade- concordei e ela gargalhou- Mas eu te amo porque você é doce, simpática, sorridente, engraçada demais e inocente. E ao mesmo tempo não é santa- conclui.
-Pensei que nunca fosse achar alguém que não gostasse da minha inocência só porque achava que era sinônimo de burra e idiota- sorriu timidamente.
-Idiota é quem acha que pode brincar com você- eu afirmei- E é estranho pensar que... durante um tempo eu fui idiota- dei de ombros.
-Eu quis te matar durante alguns meses, mas relaxa, não tão cedo- brincou.
-Como eu te amo!- sorri e juntei nossos lábios em um selinho rápido- Eu acho que agora você podia me acompanhar com os waffles, né?!- perguntei.
-Só dessa vez não vai fazer diferença- disse- Mas saiba que se eu engordar você é quem sai perdendo.
-Ah não- balancei a cabeça- Como?
-Se eu achar que tem gordura sobrando, você não verá esse corpinho aqui até que volte ao normal-u.u ela pegou o pratinho e foi em direção à mesa.
-Odeio meninas que se preocupam com o peso- eu disse sincero- Tem muito mais na vida do que controlar os números de uma balança.
-Essa maneira sutil de dizer que me odeia foi resultado do desespero que está crescendo dentro de você?- ela questionou irônica.
-Eu tô falando sério- revirei os olhos- Não é por causa do que você disse.
Ela revirou os olhos e abriu um breve sorriso. Beijei-a delicadamente e aproximei meus lábios de seu ouvido.
-Você é muito chata, sabia, garota?- sorri e abracei-a por trás.

****


-Eu não sei se um parque aquático é um bom lugar- eu disse.
-Ah, vamos ver se eu sei porquê- ela se fez de pensativa- Não seja ciumento, Joseph- revirou os olhos.
-Ei, não me chama assim!
-Assim como? De Joseph?- perguntou.
-Sim, não me chama desse nome.
-Porque, Joseph?- ela amava provocar quando tinha uma chance.
-Ok então, Demetria. É guerra?
-É guerra.
Está horrível? Sim. Péssimo? Sim. Decepcionante? Sim. Mas gente, foi o que deu. Eu sei que ultimamente é só o que eu falo. "Desculpa" e "foi isso que eu consegui" mas deixa eu falar uma outra coisa, perdi completamente a vontade de escrever essa fic. A inspiração sumiu para ela e sempre que eu paro várias ideias começam a vir, ideias novas e eu perco mais ainda essa vontade de continuar. Mas independente disso, a fic já está no final de qualquer forma. Ela ia acabar mesmo por agora então eu estou terminando de escrevê-la. Mas depois vem coisa boa, podem acreditar em mim, ok? ;) Esse capítulo foi pequeno demais e eu admito. Até escrevi um pouquinho mais antes de postar, porque achei que estava muito ruim mesmo. E sinto em dizer que o próximo será "mini" também :( Bom... eu sei que não adianta de muito, mas me desculpem e eu peço que por favor, não sumam! Eu juro que estou fazendo o que eu posso!
Marquem o "eu li" e comentem! :)
Mil beijocas,
Amo muito vocês,
Brubs <3

4 comentários:

  1. que horrível que nada,tá perfeito !!!!!
    sério,muito perfeito....
    postaaaa logoo,
    não demora,
    estou super ansiosa...
    beijos.

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  2. Oi Brubs, beleza?
    O cap. nao ficou horrivel ta, pode parar com isso u.u
    A mae do Joe é muito chata aff veia vai lavar a louça! kkkkk
    Opaaa vem coisa boa por ai?! To ansiosa!
    Beijos <3

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  3. Como você pode dizer que esse capitulo ta horrível ? Ta MARAVILHOSO, LINDO E TUDO MAIS!!!!! *---* Posta logo, bjs <3

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  4. Perfec perfect perfect !
    Posta logooo!

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Vamos comentar?!?!..... SIM! :3