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26 de fev de 2013

3- Amigos?


The Start Of Something New
(2ª temporada)

(I don't own anything in this pic)


Joe on: 
Sabe porque aquela droga que eu estava vivendo era chamada de vida? Nem eu. Porque na vida a gente faz escolhas e segue caminhos. Mas nós temos essas oportunidades. De decidir o que queremos. Se eu não tinha essa opção, não sabia onde estava vivendo. Eu me sentia mal por ser obrigado a coisas que não queria e me sentia pior ainda ao vê-la daquela forma por estúpidas mentiras. Eu pensara bastante, sobre contar à Demi o motivo de eu ter partido. E eu contaria. Mas além disso, eu queria pedi-la em namoro novamente. Queria tê-la para mim. Porém eu não podia fazer o que queria, já que minha mãe sempre me repreendia, dizendo que não seria bom para ninguém esse namoro. Eu estava cansado disso, dos medos dela, dessa ideia maluca de mandar na minha vida.

-Eu não quero saber o que você tem para me dizer- esbravejei ao chegar em casa e dar de cara com a minha mãe.
-Do que você está falando?- ela questionou confusa, deixando uma revista de lado e me encarando.
-Faça o que quiser. Me ponha de castigo, corte a minha mesada, tire o meu carro, me expulse de casa!- gritei- Mas eu vou contar tudo a ela amanhã.
-Ela quem?- fez-se de desentendida. Ela sabia bem de quem eu estava falando. Nossas conversas ultimamente sempre iam parar na mesma pessoa.
-Demi- eu sorri cínico- Quem deveria ser minha namorada agora, se não fosse por uma estupidez dos meus pais.
-Olha como você fala comigo- ela repreendeu. Ah, ela não tinha moral alguma para me fazer calar a boca nesse momento.
-Eu falo como eu quiser- disse- Ou agora você e o meu pai vão querer mandar nas no que sai da minha boca também?- perguntei irônico- Já não basta arruinar minha vida?
-Joseph, você não pode arruinar a sua própria família- ela afirmou.
-Que arruinar o que- eu murmurei- É demais querer ser feliz com alguém que eu amo?
-Por favor- revirou os olhos- Você pode arranjar outra pessoa para se apaixonar- garantiu- E a Camilla...
-Eu não a amo e você deveria me dar apoio e não me obrigar a namorar alguém que eu simplesmente não suporto!
-Sem drama- ela pediu- Já não tivemos essa conversa antes? Você sabe bem que eu proíbo esse namoro ou qualquer outra coisa relacionada a essa menina.
-Tivemos essa conversa antes mas eu não tive a capacidade de dizer a vocês que eu não me importo- respondi calmamente- Não me importo mais com o que quer que façam comigo. Eu não vou obedecê-la quando se trata dos meus relacionamentos.
-Eu sou sua mãe- ela disse. Ó, como se eu não soubesse disso.
-Sério mesmo?- perguntei irônico- Pois se fosse minha mãe iria querer o meu bem. Escuta, eu não quero brigar. Apenas vim avisar que amanhã ela saberá de tudo.
-Você não pode contar à ela, Joseph.
-Eu conto o que quiser. É verdade, ninguém pode mudar o que aconteceu- afirmei- E quer saber? Eu acho que você deveria seguir a sua vida. Olha a que ponto chegamos- disse irônico- Denise Jonas com medo de uma menina de 17 anos- revirei os olhos.
-Sobe para o seu quarto agora e quando o seu pai chegar nós conversaremos- respirou fundo, levando as mãos até a cabeça.
-Não tem o que conversar- avisei- Não tenho medo das ameaças dele.
E assim eu fui para o meu quarto. Sinceramente? Cansei dessa vidinha medíocre. Eu não arrumava muitos problemas e até era um filho exemplar. Mas eles não mandariam na minha vida dessa maneira. Não quando isso incluía mentir e magoar a quem eu amava.
-Você pode estragar a nossa família- minha mãe disse do outro lado da porta- Mas não pode achar que tem algum direito sobre a família dessa menina.
Respirei fundo algumas vezes. Por mais que eu sentisse raiva dos meus pais, entendia. Entendia o medo deles, mas fala sério, eles não deveriam descontar essas inseguranças em mim ou na Demi. Ela não tinha culpa alguma, da mesma forma que eu não tinha.
Pensei em como contaria a ela e acabei chegando em uma possibilidade. Talvez fosse bom deixá-la quieta por enquanto, mas logo depois eu percebera que já havia perdido tempo demais. Então o melhor seria apenas contar o que acontecera de fato, para que Demi não pudesse mais pensar que eu havia a usado. E depois eu não falaria mais nada sobre minha família ou a dela. Eu simplesmente deixaria quieto. Seria... estranho e eu sentiria como se estivesse traindo à minha família. Porém eu não podia trair Demi.
Eu a amava e estava farto de quem me obrigasse a dizer o contrário.
~~~~*~~~*~~~*~~~*~~~~
Acordei com um peso tremendo em minha cabeça. Parecia que uma granada havia sido jogada bem em cima dela e explodido ali. Meus olhos doíam e ardiam por conta do cansaço. É, a conversa com o meu pai ontem não fora nada fácil. Primeiro que ele estava estressado, segundo que minha mãe piorava tudo, sempre.
Ele não era tão duro como ela. Ele até me entendia, mas pelo que parecia, a senhora Denise o havia preparado antes de eu descer. Gritos, gritos e gritos rolaram lá por volta de 3h da manhã.
Já passava de meio dia quando eu resolvi descer as escadas. Meus pais não estavam em casa, eu sabia disso e agradecia por terem ido viajar. É claro que a viagem quase fora cancelada, porque minha mãe realmente achava que estando em casa me impediria de alguma coisa. Bobeira. O que ela faria? Me trancaria no quarto e colocaria cadeados na janela da sacada? Isso era coisa de maluco e por sorte meu pai pensou o mesmo que eu. O resultado disso tudo era que eu havia faltado aula e agora estava sozinho em casa com Frankie.
-Bom dia, pirralho- sorri, bagunçando seu cabelo.
-Péssimo dia- ele fez uma tromba gigantesca.
-Porque?- questionei enquanto pegava uma xícara com leite achocolatado.
-Deveria saber- ele respondeu irônico- Eu acho que ninguém na vizinhança conseguiu dormir com os gritos que você deu ontem.
-Eu? Reclama com os nossos pais quando eles chegarem- dei de ombros.
-O que aconteceu?- perguntou inocente, colocando uma bolacha na boca.
-Coisa de gente grande- disse.
-Falou o adulto- revirou os olhos, ironicamente.
-Quando foi que você ficou tão atrevido, hein?
-Quando você estragou minha noite de sono- sorriu cínico.
-O Nick levantou numa boa e foi para o colégio- rebati.
-Crianças precisam dormir mais- u-u- Joe... aquela briga ontem tinha alguma coisa a ver com a nossa família?- perguntou, um pouco cabisbaixo.
-Como assim?
-É que eu ouvi nossos pais falando em se separarem- ele deu de ombros. Congelei por um segundo. Eles não podiam fazer isso e colocar a culpa em mim.
-Não vai acontecer nada, eu prometo- forcei um sorriso- Foi só mais uma discussão.
-Não parecia- ele sussurrou.
-Ok, é melhor você subir e tomar  um banho antes que se atrase- eu disse- Anda, eu te levo pro colégio- avisei, tentando mudar de assunto a qualquer custo.
-Tudo bem, mas não me busque- disse- Vou para a casa do John.
-Não estava nos meus planos mesmo- murmurei.
Mas não foi nada disso que aconteceu. Depois de deixá-lo no colégio, eu resolvi dar uma caminhada por aí. Sei lá, fazer qualquer coisa. Tomei um sorvete, assisti tv, mas na maior parte do tempo, toquei violão. E era péssimo o que saía. Eu não conseguia me concentrar em nada, porque meus pensamentos voavam de forma assustadora. Eu imaginava cada passo dela, cada coisa que Demi fazia.
Por alguns segundos eu não tinha dúvida alguma. Mas aí a pergunta de Frankie se repetia em minha mente e eu me julgava covarde. Pensava no que minha mãe falara e, mesmo não contando tudo à Demi, eu a queria de volta. O que acabaria com a paz dentro da minha casa. E eu sabia que, quando as brigas começassem, minha mãe colocaria a culpa todinha em cima de mim. Ok, aí seria "adeus, vida!".
Sacudi minha cabeça, para espantar tudo aquilo, mas o meu celular foi mais eficiente. Ótimo, eu havia sido convocado para levar Frankie ao cinema com os amigos dele. Pensando melhor, eu deveria ser menos legal com aqueles moleques. Às vezes parecia mais criança que eles e fazia exatamente tudo que aquelas criaturas pediam. Mas... é o preço que se paga por ser o irmão mais velho e legal. Eu até que gostava disso. Porém hoje não era o melhor dia. Concordei e ele me garantiu que a mãe de alguém os buscaria. Menos mal.
Resolvi chamar Camilla e fiquei por lá mesmo. Ela ainda era minha namorada e eu não sabia exatamente o que fazer com Demi. Era apenas um cinema e eu precisava de alguém que me fizesse bem. Às vezes Camilla conseguia. Ela, pelo menos, me manteria entretido. Mas foi pouco tempo de empolgação até ela me dizer que não poderia ir. Eu não tinha nada melhor para fazer em casa, então preferi ficar por ali.
-Que tal dividir uma pipoca?- sugeri, me escorando no balcão. Demi estava ao meu lado, pronta para fazer seu pedido. Era muita sorte encontrar com ela ali. Ou muito azar.
-Não, obrigada- revirou os olhos.
-Ah, vai Demi, por favor- pedi e ela me encarou, bufando- É só pipoca.
-Não- negou- É um cinema.
-A culpa não é minha- dei de ombros- Coincidência serve para essas horas.
-Tudo bem- suspirou e deixou seu lugar para o próximo- Como eu vou saber que o filme é o mesmo?- perguntou.
-Deixa eu ver- peguei o ingresso de suas mãos e sorri- Que sorte.
-Muita- ela murmurou, rolando os olhos.
-Eu vim em missão de paz- avisei- Sério.
-Você e paz não combinam mais para mim- comentou.
O assunto parou por ali até que entramos na sala, que já estava escura, e eu percebi que ela diminuíra a velocidade. Estava quase parando.
-O que aconteceu?- perguntei curioso. Eu conseguia ver o brilho de seus olhos através da escuridão.
-Eu não estou enxergando nada- ela respondeu.
-Você usa óculos?
-Não!- negou rapidamente- Mas eu sou desastrada, sabe disso- murmurou- E eu nunca vim aqui. Não faço a mínima ideia de pra onde ir.
-Aaaata- assenti rindo e ela provavelmente me encarou de cara feia- Vem- chamei, segurando em seu braço cuidadosamente. Eu não sei bem o que aconteceu, mas repentinamente ela se desvincilhou.
-Não preciso da sua ajuda- resmungou- Aliás, eu nem sei porque aceitei isso, eu ainda te odeio.
-Isso não é legal de se ouvir, sabia?- perguntei.
-O que você me falou também não- retrucou.
Dei passagem para que ela seguisse e Demi quase se estabacou na escada.
-Deixa de ser orgulhosa- eu a segurei, sussurrando em seu ouvido- Fala sério, só por hoje- pedi.
-Ok- ela bufou, derrotada- Mas não significa que vou virar sua amiguinha.
Assenti, mesmo que ela não pudesse ver e nos sentamos, um ao lado do outro. Passamos o filme todinho em silêncio, o que fora extremamente incômodo. Aquilo já estava ficando chato.
-Porque veio sozinho ao cinema?- ela questionou, enquanto saíamos da sala.
-Eu trouxe o Frankie com uns amigos e resolvi ficar por aqui- dei de ombros- Chamei a Camilla mas ela tinha um compromisso com os pais.
-Uma pena- sussurrou.
-E você?- qualquer assunto que surgisse já era bom.
-Vim por vir mesmo- disse- Eu não tinha quem viesse comigo e queria fazer alguma coisa.
-Eu... tenho algumas coisas para te contar- eu disse, com a voz fraca.
-Porque está sendo legal agora? Quando me viu, você quase comprou uma passagem só de ida para mim, para bem longe daqui- ela disse.
-Eu te tratei dessa forma porque não soube o que fazer quando te vi- admiti.
-Bom, eu acho que o que quer que tenha decidido fazer, não funcionou. E também acho que não temos mais nada para falar. Você não tem mais o que me contar, porque eu sei o que preciso saber- ela se virou, pronta para ir embora.
-Você não quer saber o real motivo pelo qual eu fui embora?- perguntei firmemente e ela se virou novamente, com uma expressão confusa.
-Eu já sei- afirmou- Porque você conseguiu transar comigo e depois não saberia olhar para a minha cara e dizer a verdade.
-Eu já te disse que não te usei, eu menti sobre isso porque era o que eu queria que pensasse- expliquei.
-Porque queria que eu te odiasse, Joe?
-Deixa eu te contar o que aconteceu- pedi, ignorando sua pergunta, que a propósito, eu não sabia responder-Por favor, eu sei que eu fui um completo idiota com você, eu sei que te machuquei, te magoei, eu sei disso tudo, sei que me odeia- eu disse- Mas nenhuma das nossas conversas deu certo porque eu agi como um canalha.
-O que pretende fazer dessa vez? Você é um canalha.
-Não, eu não sou- neguei- Eu admito que posso ter parecido um, mas esse não sou eu.
-Quem é você então, Joe? Porque eu sinceramente não sei.
-Sou uma pessoa que já fez muita coisa errada, mas eu nunca faria nada pra te perder. Eu tenho certeza que você não vai acreditar em mim, mas eu não vou desistir de te mostrar que eu realmente me arrependo- sussurrei.
-Tudo bem- ela respondeu receosa- Mas isso não quer dizer que eu vá acreditar- avisou.
-Ok- suspirei- Na minha casa?- sugeri.
-Está exagerando- ela bufou- Vamos logo- deu-se por vencida e seguiu o caminho na minha frente.
~~~*~~~*~~~*~~~
-Primeiro de tudo, eu não fui embora porque consegui transar com você- afirmei- Eu nunca faria isso, acredite se quiser.
-Me de um bom motivo para acreditar- pediu.
-Meu irmão, Frankie, ele sofreu um acidente naquele dia, de manhã, quando eu fui embora. Eu comentei com você que ele estava na casa de um amigo. Ele perdeu muito sangue e foi parar na UTI. Ninguém mais da minha família estava por perto, então eu tive que ir correndo para o hospital. Eu poderia ter te acordado mas eu não ia ter tempo para nada, Demi- suspirei- Eu realmente preferi ir embora sem uma despedida. Doeria menos em mim e em você.
-Você...- ela não sabia o que falar. Sua boca permanecia aberta porém nada saia.
-Pode ir até o hospital, perguntar para o meu irmão, sei lá, você escolhe. Ou pode simplesmente acreditar em mim, o que eu acho difícil.
-Porque você não voltou depois? Nem me procurou?
-Eu nunca pensei que fosse te encontrar de novo, Demi. Então eu só deixei acontecer. Eu voltei para casa e esperei o verão acabar. Eu tentei convencer a mim mesmo de que não passou de diversão, mas era impossível. Eu nunca conseguiria te esquecer. Menti pra você em relação a tudo que eu disse. Eu nunca quis te ver mal, triste, nunca quis que se sentisse usada. O que eu fiz foi um completo teatro e eu estou mais que arrependido. E não sei como, mas queria que acreditasse em mim
-Você não pareceu feliz em me ver- comentou.
-Porque eu sabia o que estava pensando sobre mim e como já te disse, eu não sabia o que fazer ou falar.
-E por um acaso esse negócio de mentir pra mim e me tratar como um nada fez parte do seu plano pra “convencer a si mesmo”?
-Se você seguisse em frente e me esquecesse, se você achasse que eu te usei, seria mais fácil. Foi o que eu pensei. Eu precisava convencer a você pra depois convencer a mim mesmo.
-E mudou de ideia porque...?
-Porque eu não aguentei falar com você daquela forma, nem fingir que não ligava. Eu te fiz chorar durante muito tempo e depois fiz com que se sentisse um lixo, usada. Eu não tinha esse direito, eu nunca quis te magoar nem fazer com que chorasse, eu juro.
-Mas fez- sussurrou cabisbaixa.
-Eu sei. E por isso eu te peço desculpas de novo, por ter feito você pensar que eu queria distância quando na verdade eu precisava de você- disse- Simplesmente não deu porque eu não aguentei continuar magoando a pessoa que eu mais amo nesse mundo. Não era justo com você, e nem comigo.
-Eu te desculpo... mas... sei lá, é estranho pensar de uma hora para a outra que eu tenho que esquecer tudo que eu pensei nos últimos meses.
-Sei disso- afirmei- Só precisava te dizer que eu não te odeio, ou sei lá... eu nunca deixei de me importar com você.
-Eu não te odeio, era uma pequena mentira- ela forçou um sorriso.
-Você tem esse direito- brinquei, fazendo-a rir.
O clima não estava dos melhores, porém não era o pior de todos, como eu imaginei. Estávamos sentados no sofá da minha casa, e desviávamos o olhar sempre, encarando nossas mãos.
-Tenho direito a uma pergunta, também?- questionou depois de um tempo.
-Claro, quantas quiser- respondi calmamente, inclinando minha cabeça para encará-la.
-Ok, vamos lá- respirou fundo, preparando-se para a pergunta- Tudo o que me disse lá no acampamento foi verdade?
-Cada palavra-garanti- Nunca menti para você, só nos últimos dias- ri sem humor.
-Jura?
-Todo “eu te amo” todas as promessas que eu fiz- eu disse- Se não tivesse acontecido aquilo com o Frankie... eu ficaria. Eu realmente me apaixonei por você, da mesma forma que você fez. Eu não fui embora porque quis, eu precisei. Nunca te deixaria lá, Demi, nunca mesmo. Eu estava falando sério quando disse que daríamos um jeito. Eu queria poder dar um jeito de verdade.
-E quando isso acabou?- ela questionou, com a voz baixa.
-Não acabou- eu garanti, tranquilamente.
-Então...- ela continuou um pouco incomodada, talvez com a minha resposta- Se você realmente me amava...
-Eu te amo, Demi- a interrompi, falando simplesmente a verdade- Não vou mentir pra você nem omitir nada, você sabe disso- conclui.
-Tudo bem- ela respirou fundo- Porque... porque você disse que as coisas teriam mudado, se você soubesse que eu era virgem?
-Porque eu aguentei essa mentira por um tempo, mas quando eu percebi a confiança que você tinha em mim...Quando me contou aquilo eu não consegui mais fazê-la sofrer. Isso estava me matando... eu preferia morrer a ter que te ver chorando por minha causa...de novo.
-Não fala uma besteira dessas...- resmungou.
-Não é besteira- afirmei- Nada aqui foi inventado. É a mais pura verdade. Menti pra você desde a primeira vez que nos falamos no colégio. Quando você derrubou meu hamburger a única coisa que eu pensei foi em como nós sempre nos esbarramos. Eu fiquei tão feliz por você estar aqui... eu não acredito até agora.

-Eu estava com raiva de você- ela disse- Não deveria ter jogado isso na sua cara, você não precisava saber.
-Eu fiquei feliz por ter me contado- forcei um sorriso.
-Ah, e não se sinta mal, nem culpado- ela pediu, tímida- Eu não me arrependo de nada, Joe. Eu me arrependi em alguns momentos, mas agora as coisas mudaram. Eu só tenho a te agradecer- suspirou, corando.
-Estava com saudades de você vermelhinha- ela riu enquanto eu sorria em sua direção.
-Uma última pergunta- ela pediu e eu assenti- Amigos?- ela
-Não precisa nem perguntar- sorri, contente por ter conseguido a amizade dela novamente- Obrigada por acreditar em mim.
-Só acho bom não me decepcionar- avisou brincalhona.
Eu assenti e a abracei com carinho. Tê-la novamente em meus braços, mesmo que dessa forma, na base da amizade, não tinha preço algum. Eu a amava, sim, mas por enquanto era assim que deveríamos ficar. Distribuí vários beijos pelo rosto dela, e desejei poder beijá-la novamente, mas em outro lugar. Infelizmente isso não aconteceria, não ainda. Demi ria divertida com os braços ao redor do meu pescoço.
-É tão bom te ver de novo- eu disse, me afastando enquanto observava seu sorriso.
-Foi impressionante... eu consegui ficar feliz quando te vi com a Camilla indo para a escola no primeiro dia de aula. Mesmo com raiva, você conseguiu me deixar feliz.
-Você mora por aqui?- questionei curioso. Uma coisa que eu não sabia ainda.
-No final da rua- ela sorriu.
-Eu ainda não acredito que está aqui- a puxei para outro abraço, sorrindo junto a ela.
Estava na hora de matar as saudades, de abraçá-la diversas vezes para acreditar que Demi estava realmente ali. Eu nunca ia cansar de dizer o quão feliz eu estava por tê-la de volta, não agora que eu podia.

Continua...
Bom, amigos. Pelo menos isso eles já são. Estão vendo? hehe eu disse que não demoraria muito... desculpem se eu decepcionei vocês com o motivo e tals, mas ta aí :/ Tentei fazer um capítulo grande, no word isso aí deram 9 páginas o.o mas enfim, estou me esforçando para escrever, ok, amores? :)
Comentem muito e marquem o "eu li" *-*
Nem estou respondendo aos comentários... :( mas eu amo vocês e leio todos <3

Beijinhos,
Brubs <3

8 comentários:

  1. perfeito , lindo !!! bom demais !

    posssssta logooo

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  2. Pelo menos eles são amigos,
    -to feliz por isso-
    Tá perfeito,posta logooo
    beijos <3

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  3. Hey flor...
    Sigo aqui faz um tempo já... mas nunca tive tempo pra parar e ler.. hj fiz isso hehe (amém)
    simplesmente amei... posta logo.
    XOXO

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  4. Ameeeeeeeeei!! Pelo menos eles sao amigos agora.
    O joe nao vai contar o negocio do pai dele com a mae da demi pra ela nao?? Bjs, posta logo!! ;)

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  5. Ahh agora sim... Ele teve um motivo pra ter ido embora. Até aí td bem. Ainda bem que ele se desculpou pelas coisas que disse, pq ele parecia um canalha dos piores. Que bom que o Joe fofo voltou.
    Postaaa maissss pleaseee

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Vamos comentar?!?!..... SIM! :3