Visualizações

20 de jan de 2013

(Maratona) 6- Fogueira.


Love is everywhere:
Camp's love
(1ª temporada)

(I don't own anything in this pic)

Demi on:
Coloquei um sweater e deixei o quarto, logo depois de ligar para minha mãe. Eu deveria admitir, sentia muita falta dela. Não porque haviam se passado dois dias, mas sim porque eu sabia que passaria quatro meses longe. Eu não considerava um problema, mas me sentia um pouco sozinha naquele lugar. Se não fosse o tempo que eu passava com Joe, ficaria completamente só, com meu livro e meus pensamentos. Mesmo assim, mesmo tendo quem me mantivesse entretida, eu tinha medo que isso entre mim e Joe acabasse repentinamente. Achava que ele enjoaria de mim, mas era melhor esquecer isso. Era mesmo melhor viver sem essas preocupações na minha cabeça. Além do mais, eu sabia que ficar com Joe me faria sentir bem melhor.
Andei pelo acampamento, escuro e mais silencioso do que o comum, indo até onde eu deduzi que era a fogueira. Me empolguei e sorri ao ouvir vozes. Uma delas era a de Mikey.
Me aproximei cautelosamente, abraçando meus próprios braços. Percebi que Joe estava sentado em uns dos grandes troncos de árvore ao redor, conversando entretido com alguém. Procurei um lugar vazio, onde pudesse me sentar. Não ia parecer muito legal sentar sozinha, mas o que eu podia fazer? Todos os troncos estavam cheios de gente que provavelmente se conheciam. Eu não queria me sentar junto a eles e me sentir ignorada ou excluída. Também não era tão cara de pau a ponto de me sentar ao lado de Joe.

Às vezes eu me sentia muito mal por ter medo que desse errado muito mesmo antes de tentar.
Logo assim que me sentei, vi Joe se levantar, ainda conversando com o outro garoto, em meio a risadas e vir até mim. Ele parecia bem descontraído e não estava prestando muita atenção em mim. Mas de algum jeito, ele sabia que eu havia chegado e exatamente onde estava sentada. Quando deixou que seus olhos se encontrassem com os meus, pausando a conversa paralela de antes, ele abriu um meigo sorriso e se sentou ao meu lado, jogando um de seus braços em volta do meu pescoço, conforme beijava delicadamente minha testa.
Fiquei bem surpresa com o ato, mas apenas engoli minha timidez e sorri imensamente. Bom, eu não sabia quando aquilo que existia entre nós havia se tornado tão íntimo, mas sabia que, o que quer que fosse, estava ótimo.
-Gente, essa é a Demi- ele gritou contente, logo depois de sussurrar "achei que não viesse" em meu ouvido.
Todos pararam para escutá-lo e consequentemente me encarar. Se tinha uma coisa que eu odiava, era isso. Coloquei o sorriso mais simpático que pude no rosto e ouvi a recepção calorosa que todos tinham para mim. Eram pessoas realmente simpáticas, mas também um pouco descaradas, como Joe. Percebi olhares maliciosos sobre nós, mas nada muito exagerado. Talvez a única exagerada ali fosse eu por fazer uma tempestade num copo d'água, apenas por causa de um menino.
-Viu? As pessoas são bem legais- ele deu de ombros, levando algum tipo de bebida à boca- Quer?- ofereceu-me o copo.
-O que é isso?- perguntei um pouco desconfiada.
-Refrigerante- ele riu- Não é permitido bebida aqui, e eu não bebo.
-Ah, sim- assenti.
-Se importa de tomar nesse copo?- ele questionou- Acabei de pegar, bebi um gole só- disse.
-Sem problemas- disse- Obrigada- sorri, pegando o copo.
-Que tal se nós tocássemos  uma música?-Joe sugeriu- Puxa aí, Mikey!
Então ele puxou um violão que estava ao seu lado e logo depois mais alguns meninos fizeram o mesmo. Alguém ofereceu um à Joe e ele rapidamente o segurou, tirando o braço do meu pescoço. Fiquei incomodada com a falta de seu toque, mas fiquei contente ao mesmo tempo por ver como eles animavam à todos. Inclusive a mim.
Me empolguei e quando vi, já estava cantando junto. Percebi o sorriso que Joe me lançou e os olhares carinhosos. 
-Você realmente canta bem- ele disse, depois de soltar o violão e puxar-me para mais perto. Nesse momento, deixávamos que apenas o som de risadas e o fundo musical entrassem por nossos ouvidos.
Mas não era isso que me chamava a atenção agora. Não eram as conversas paralelas ou a doce melodia o motivo da minha tremedeira repentina. Eu realmente me achava meio estranha por não saber o que fazer em uma situação onde eu mesma me metia.
O fato era que Joe havia se aproximado demais, e repentinamente. Não tão propositalmente como eu pensei, mas para manter uma conversa em particular. Deveria confessar que parecíamos um casal de jovens, um pouco atraídos um pelo outro, mas apenas usando uma postura difícil. Sabe quando você vai a algum lugar e vê um menino e uma menina com sorrisos tímidos nos rostos, conversando através de sussurros e trocando olhares onde qualquer um enxergava uma atração? É, eu acho que acabara de nos descrever. Não foi muito intencional, mas eu também havia inclinado mais meu rosto, deixando-o a milímetros de distância do dele.
Joe tinha aquele sorriso hipnotizante no rosto, algo que com certeza conquistaria qualquer uma e faria com que, quem quer que fosse, apenas se entregasse a ele. E eu me perguntava porque um menino como ele estava gastando seus encantos comigo. Não que eu fosse resistente- afinal, quem resistia a ele?- mas eu não era do tipo que me jogava de cabeça em uma relação. Na maioria das vezes, não valia a pena. E mesmo sabendo que eu não era muito para relacionamentos, ele ainda estava ali. 
-Sempre amei sentar perto do fogo- comentei, distraída, enquanto observava as chamas crescendo, em uma mistura de laranja, amarelo e vermelho, bem na frente dos meus olhos.
-Pode ser perigoso- ele brincou- Mas desculpe, esqueci que é corajosa.
-O que te fez achar isso?- perguntei, entretida. Eu não costumava receber esse tipo de elogio. Corajosa, eu?
-Não fugiu de mim até agora- deu de ombros, fazendo-me rir- Pode ser sinal de coragem, ou talvez por interesses em comum.
-Só tenho essas duas opções?- fingi estar em dúvida- Posso ficar com a segunda- sorri sapeca.
-Aprecio a sua escolha, mas não me lembro de ter dito qual era meu interesse- ele disse, sorrindo ainda com o rosto perto do meu.
-Não sou corajosa, a não ser pelo fato de realmente não ter fugido de você- dei de ombros, descontraída- Então qualquer que seja o seu interesse, acho que serei obrigada a concordar.
-Você é natural comigo- ele sussurrou- É uma das coisas que me chama atenção.
-Não costumo ser falsa- brinquei e ele riu.
-Costumo mostrar meus interesses, ao invés de dizê-los- comentou.
-Jura?! Não esperava mesmo por essa- eu disse, ironicamente. Rimos juntos e ele bagunçou meus cabelos, antes de se levantar para buscar um marshmallow. Sorri comigo mesma, passando as mãos freneticamente, afim de arrumá-los novamente.
-Ficou linda descabelada- disse se aproximando novamente. Balancei a cabeça em reprovação e segurei sua mão, que estava estendida em minha direção, eu só não entendia porquê. 
Joe me levou até um tronco, o mesmo onde Mikey estava sentando junto com outros meninos e meninas, e sentou-se ao lado dele, soltando nossas mãos. Ele me puxou para o seu colo e eu cedi relutante. Não porque sentia alguma segunda intenção, mas porque era muito desconfortável para mim essa situação. Era bem a cara de Joe me levar a um tronco onde só existisse lugar para um, já planejando me colocar sentada ali. A cena poderia ser chamada de "romântica", se fossemos um casal e não duas pessoas que se conheceram a tão pouco tempo. Eu nem sabia se éramos, ao menos, amigos.
Sabe porquê? Apenas pelo simples fato de amigos serem aqueles que sentem algo puro e verdadeiro, que estão dispostos a te ajudar quando você mais precisa de alguém. Eu não sabia se ele me ajudaria, caso eu realmente necessitasse de um amigo e também não pretendia descobrir assim, tão repentinamente. E o que nós tínhamos? Poderia ter se tornado verdadeiro e puro em tão pouco tempo? Ou tudo aquilo era apenas atração?
Eu não podia negar que ele estava sendo um amor comigo. Joe me entendia, mesmo sem me conhecer e mesmo tendo poucas oportunidades para demonstrar que se importava comigo, ele conseguiu. Mas eu apenas não podia me iludir em relação a nada. Era sempre muito fácil acreditar nos outros, quando não sabíamos suas verdadeiras intenções.
Por alguns momentos, me senti mal por pensar coisas assim sobre ele. Encarei-o por cima dos ombros e ao vê-lo sorrindo, me castiguei por imaginar essas coisas. Ele parecia tão feliz, tão amigo, parecia alguém que eu já conhecia a muito tempo, porém por mais que eu desejasse isso, sabia que não era verdade.
Mas uma amizade era algo a ser construído, com o tempo, e talvez eu pudesse fazer isso junto a ele. O único problema era que, mesmo não ouvindo de sua boca, eu sabia muito bem quais eram seus interesses, e por mais que me sentisse respeitada ao lado dele, por não ter sido agarrada na primeira oportunidade ou por ele não ter sido descarado a ponto de me beijar, eu tinha receio dessa calma. O jeito calmo dele realmente me assustava. 
Mas ora, eu deveria mesmo estar apreensiva! Conhecera um  menino a dois dias atrás e sabia muito bem no que ele pensava quando estava comigo. Como eu podia me manter calma ao ouvir tudo que ele me dizia? E mesmo que ele estivesse indo com calma, porque fazia isso? Porque me respeitar tanto a ponto de conter seus desejos dessa forma?
Permaneci ali por mais alguns segundos e ele claramente havia percebido a minha tensão. No intuito de diminuí-la ou fazê-la aumentar, Joe me abraçava calmamente por trás e mexia em meu cabelo. Eu não podia mentir, dizer que estava odiando aquilo, que queria sair correndo. Tudo bem, por mais que parte de mim estivesse mesmo resistindo bravamente - me dava até orgulho- a sair dali correndo, eu apenas me sentia desconfortável com essa proximidade e carinho, ao mesmo tempo. 
Minhas relações com meninos era quase impraticável. Nesse verão, eu não esperava sair por aí de biquíni com a intenção de deixar os meninos do acampamento babando, e sim me divertir. Pena que eu não sabia, até então, que parte dessa diversão teria Joe no meio. O fato era que sim, eu já tive alguns namorados e até ficantes- dos quais eu me arrependi. Mas nunca um amigo que me fizesse sentir coisas tão profundas, que me tratasse como Joe fazia. Provavelmente isso era bem comum para ele e deveria ser para mim também. O que estávamos fazendo de errado? -Poupe-me, Demetria, você é  muito infantil mesmo!-Mas eu simplesmente não estava acostumada a tamanho carinho.
Me levantei, um pouco relutante, confesso, com a intenção de sair mesmo dali. Algo estava me incomodando e eu sabia o que era. Precisava ter uma conversa com ele, onde abriria o jogo e descobriria suas verdadeiras intenções. Descobriria se era possível sermos amigos e até algo a mais- eu não descartava essa possibilidade- mas precisava deixar as coisas mais claras entre nós. Precisava de palavras realistas e não mais cantadas ou provocações, vindas de ambas as partes. É, admito, entrei nessa espécie de jogo também.
Joe não me questionou sobre onde eu ia, mas percebi o quanto ele sentiu quando me distanciei. Ele apenas me acharia mais maluca ainda, pensei, e não queria dar a entender que fugiria dele. Puxa, ele me chamara de corajosa a minutos atrás justamente por não fazer o que estava em minha mente e agora lá estava eu.
Peguei um marshmalow para distrair, dar a impressão de que levantara para isso e quando me voltei para Joe, encarei aqueles lábios e aquele sorriso novamente. Forcei um sorriso e respirei fundo, dando a entender que já estava tarde e eu cansada. E estava mesmo.
-Vou indo- sussurrei, mais para ele do que para qualquer um.
-Já?- ele fez um biquinho fofo. Não pude evitar e abri mais ainda o sorriso. Apenas assenti. O que eu ia dizer?- Quer dar um passeio por aí comigo?- perguntou.
Tudo bem, eu não tinha uma mente poluída, mas levando em consideração as circunstâncias, o que mais eu podia imaginar que aconteceria entre dois adolescentes- que possuíam certa atração um pelo outro (detalhe importante)- em um acampamento repleto de florestas e quartos, tarde da noite? Desculpem, mas eu não era tão ingênua  assim.
Mais uma vez me peguei pensando que tudo isso podia  ser apenas um trauma desconhecido, uma conclusão precipitada. Ele estava sendo tão legal comigo, porque desconfiar?
Foco, Demetria, é assim na maior parte das vezes. Balancei a cabeça, negando educadamente.
-Talvez amanhã, quem sabe- dei de ombros, forçando um sorriso- Boa noite- disse antes de me distanciar o mais rápido possível. Antes de receber mais um beijo carinhoso dele em meu rosto ou um abraço caloroso. E lá estava eu pensando besteira de novo. Esse era o efeito que ele causava em mim. Dúvidas, incertezas... atração.
Abri a porta do meu quarto e parei calmamente ao fechá-la atrás de mim. Seria mesmo capaz eu ter pensado tanto durante todo o caminho a ponto de não me lembrar como chegara ali? Esse era outro mal meu, pensar demais. Isso sempre me metia em confusões e estragava boa parte das coisas. 
Depois de colocar uma camisola que minha mãe pusera na mala para mim- era bem bonita, de seda, confortável-, me peguei encarando uma de nossas fotos. Essas fotos de família que levamos sempre quando vamos passar muito tempo fora. Costume. 
E após alguns segundos observando-a, deitada na cama, me dei conta de como me sentia mais sozinha ainda depois de imaginar tantas besteiras em relação à Joe. Ótimo, eu acabara de fugir covardemente do único amigo que me acolhera aqui, o único que demonstrava gostar de mim. Não precisei pensar muito para chegar a conclusão de que, amanhã, encontraria Joe com um imenso sorriso no rosto e deixaria tudo acontecer como estava acontecendo. Sem preocupações e receios. Diria que apenas estava com sono e passearia com ele pelo acampamento, feliz.
Ouvi algumas batidas na porta e pensei estar maluca. Balancei a cabeça e me deitei novamente, aconchegando-me nos travesseiros. Mas depois de ouvir um chamado abafado, quase inaudível, e outras leves batidas, coloquei a foto, que antes estava em minhas mãos, na cabeceira e caminhei até a porta. Talvez fosse apenas algum monitor querendo avisar alguma coisa. Mas, não. Como um monitor saberia meu nome?
Tentei manter a calma enquanto dirigia minhas mãos até a maçaneta. O que eu estava fazendo? Será que havia me tornado tão paranóica assim? E quando isso acontecera? 
Abri a porta de uma vez, mas apenas uma frecha, afinal, havia esquecido de comentar que, por algum motivo desconhecido, minha mãe escolhera algumas camisolas... inapropriadas. Esqueci de falar como eram curtas e como os decotes eram bem grandes. Que espécie de mãe eu tinha? Será que a mente dela era tão poluída a ponto de pensar que essas camisolas teriam alguma utilidade especial em um acampamento de férias? Ri comigo mesma e levei meus olhos até a pessoa responsável pelas batidas. 
Ah, definitivamente não era um monitor.
Continua...
Hello!!! :D  Gostando? Muitos de vocês estão pensando coisas não muito legais em relação ao Joe, mas garanto que mudarão esse pensamento nos próximos capítulos. Ou mudarão de ideia só porque eu estou falando lol hahaha
Esse capítulo foi mais sobre o que ela está sentindo... nos próximos tem conversas entre eles :)
5 para o próximo, certo? Nada de anônimos :) Mas por favor, anônimos, comentem! :)
Marquem o "eu li" *-*

Beijinhos,
Brubs! Amo vocês <3

5 comentários:

  1. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEED \o/ QUERO Q ELES SE BEIJEM U.U POSTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    ResponderExcluir
  2. Demi de camisola curta e provavelmente Joe na porta de seu quarto.. HMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM *-* queeeeeeeeeeero mais ><

    ResponderExcluir
  3. Acho que vou ter que dizer em todos os caps o quanto eles são fofos juntos rs.joe safado! Já colocou demi no colo.rs demi de camisola tomara que seja p joe na porta.... Posta mais pleaseee

    ResponderExcluir

Vamos comentar?!?!..... SIM! :3