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20 de jan de 2013

(Maratona) 5- Aproveitando o momento.

Love is everywhere:
Camp's love
(1ª temporada)

(I don't own anything in this pic)


Joe on:
-Imagino que por ser filho do dono você tenha esses privilégios- ela comentou, sorrindo ao encarar a cesta de comida que eu levara.
-Até que não- dei de ombros. Eu nunca usava o fato de ser filho do dono para essas coisas. Ali me conheciam apenas por ser o veterano- É que ninguém tem essas ideias, sabe? As pessoas preferem almoçar com todo mundo- dei de ombros.
-Entendi, eu também não teria essa ideia- sorriu- Mas então, o que trouxe?
-Bom, espero que você não esteja acostumada a almoçar direitinho, porque trazer comida mesmo ia ser complicado. Trouxe besteiras.
-Ótimo- ela sorriu animada- Porque você acha que resolveram fazer esse negócio de  "competição"?- ela parecia realmente preocupada.

-Não é nada demais- disse- Apenas queriam fazer algo novo e divertido- dei de ombros- Porque tanta preocupação? Foi porque eu te escolhi?
-Já estou me acostumando com isso- forçou um sorriso- Em relação à competição... eu sinto que isso não vai acabar bem- fez uma careta.
-Viraremos inimigos por uma semana- lembrei animado- Será muito diferente e legal.
-Não posso concordar...- sussurrou.
-É isso a outra coisa que te incomoda?- questionei. Como eu a conhecia tão bem a ponto de afirmar que alguma coisa a incomodava?
-Como assim? Não estou incomodada...
-Está sim- sorri carinhoso- Alguma coisa está te importunando, tirando o fato de estar com ciúmes de mim- provoquei, arrancando uma risada dela.
-Tudo bem- deu-se por vencida- É que você é a única pessoa que eu realmente conheço aqui. Na verdade, foi o único que me deu essa oportunidade. E eu sei que se fosse uma menina nerd com óculos de fundo de garrafa e livros na mão, roupas horríveis e fora de moda, você trataria do mesmo jeito que fez comigo.
-Não é a minha praia julgar ninguém- afirmei- É óbvio que eu seria legal com essa menina também, mas você chamou a minha atenção. Mas então o problema é esse? Só conhecer a mim?
-O problema é ser da equipe adversária- suspirou- Não queria ter que passar uma semana fingindo te odiar- disse, me fazendo sorrir- O que eu vou fazer enquanto não tiver você para passar os dias comigo?
-Relaxa, eu dou um jeitinho de te encontrar- garanti, sorrindo divertido.
-Não quero quebrar regras- ela disse relutante.
-Se viver seguindo todas as regras daqui, não irá aproveitar em nada- pisquei, sorrindo. E era verdade, não estava falando aquilo porque queria que ela quebrasse algumas das regras comigo.
-Ah, falando nisso, não me explicou como o Mikey conseguiu- lembrou.
-Eu já te disse, é tudo uma questão de quebrar as regras de um jeitinho especial- sorriu travesso- Chamamos de "jeitinho Jickey".
-Posso deduzir que você e Mikey sejam os únicos que conseguem sair ilesos disso- ela gargalhou.
-Nós ensinamos para algumas pessoas. Caso queira aprender... não é difícil e na verdade não tem muito o que aprender. É mais questão de prática e sorte.
-Não tenho sorte e nada funciona muito bem comigo na  prática.
-Se quiser tentar- dei de ombros- Eu só sei que foi durante o jantar. É uma dica, sair quando os monitores estão em parte reunidos. É mais fácil.
-Entendi- assentiu- Os monitores vigiam o lugar sempre?
-Não. Eles andam por aí para impedir que alguns engraçadinhos extrapolem, mas não aquela coisa de "vigiados 24 horas por dia".
Ela apenas forçou um sorriso e se voltou para a cesta, assim como eu. Abrimos juntos e começamos a tirar algumas coisas de dentro.
Observei-a atentamente enquanto arrumava cuidadosamente as guloseimas. Demi tinha uma expressão serena, calma, concentrada no que fazia. Ela era linda, isso eu já havia constatado a muito tempo, mas ainda tentava entender o que nela chamava minha atenção a ponto de não conseguir desgrudar os olhos daquela menina.
-Não acha que está na minha vez de fazer perguntas agora?- brinquei, enquanto ela virava a cabeça na minha direção. Ela parecia apreensiva sempre que eu tentava arrancar alguma coisa de sua boca. Demi forçou um sorriso meigo e assentiu- Porque nunca me fala sobre os seus relacionamentos?- percebi que ela congelou na hora e pensei que poderia estar sendo um pouco intrometido demais. Porque, na verdade, eu estava tão interessado nesse assunto?
-Porque você não me conta sobre os seus?- retrucou com outra pergunta. Eu sabia que ela fugiria do assunto, quando se tratava  dela.
-Ah, vamos, já te contei sobre a Camilla, sobre a Lívia- disse e ela me encarou confusa. Era claro que ela não sabia quem era Lívia- A monitora- expliquei.
-Mas porque não me conta sobre os relacionamentos que tiveram seus lados bons?
-Prefiro tentar te provar com atos que eu sou um cavalheiro romântico- rimos juntos- Não é legal ficar falando o quanto você e alguma pessoa foram felizes, não quando isso teve um final. Mas é o que quer saber, não é? O meu outro lado...
-Aham... mas concordo com você, se não quiser falar...
-Não vou tentar te impressionar nem dar a entender que fui um bom namorado- disse- Mas posso te contar o que quiser saber.
-Aceito que tente me provar com atos. Gostei da sua atitude, atos são sempre mais verdadeiros que palavras- forcei um sorriso ao ouvi-la.
-Namorei sério umas três vezes- disse- E eu confesso, geralmente sou mais de ficar do que namorar. Mas não é porque eu não quero, não tenho aversão a relacionamentos.
-Então é porque?
-Porque hoje em dia nem as garotas querem namorar mais- ri sem humor- Eu não encontrei muitas pessoas que valessem a pena, que eu amasse. É difícil encontrar alguém com quem você se sinta sempre bem.
-Me sinto bem com você- ela disse, me surpreendendo- E foi bem fácil- riu. Não havia segundas intenções em sua voz. Apenas um simples comentário.
-Digo o mesmo, mas me surpreendi em achar alguém como você- dei de ombros- Eu não sou do tipo infiel. Se eu amo alguém, eu realmente demonstro isso. Pena que nem sempre da certo.
-Definitivamente você parece ser um bom namorado- sussurrou. Eu percebia o quão envergonhada ela ficava, mas agradecia por ela ainda me dizer essas coisas- Então, o que quer saber sobre a minha vida amorosa?- questionou.
-Era brincadeira. Não me importo em te falar essas coisas e não me importo se também não quiser me contar- afirmei.
-Você tem direito a algumas perguntas, por ser fofo- rimos juntos.
-Na verdade, o que eu quero mesmo saber é porque não me conta- soltei uma risada meiga.
-Fiquei com medo de você não querer mais passar o dia comigo se soubesse que a minha vida amorosa não é muito movimentada.
-Não me importo com isso- disse, levando uma colher de brigadeiro até a boca dela- Gostei de você mesmo sem saber se já tinha beijado algum garoto- dei de ombros, observando-a enquanto se deliciava com o doce.
-Epa, não sou tão santa assim- ela sorriu e eu acompanhei.
-Não foi o que eu disse, era um exemplo. Eu deixei a entender que ficava com qualquer uma e você tinha medo porque não era "qualquer uma". Certo?
-Como você pode entender? Ou melhor, como ME entende?- riu.
-Não é um desafio- afirmei- Mas relaxa, eu não vou te agarrar do nada- sorri e ela retribuiu- Então quer dizer que eu sou fofo?- brinquei.
-Ontem você me disse que eu era um amor- lembrou- Você é um amor também- sorriu.
-Acho que estou finalmente conquistando alguns pontos com você- disse descontraído enquanto pegava um marshmallow.
-Conquistou desde o momento em que eu entrei no seu quarto por engano.
Sorrimos juntos mais uma vez. Parecia que aquilo era a coisa mais natural do mundo. Eu não tinha que fazer o mínimo esforço para dar o meu melhor sorriso para ela. Terminamos de comer em meio a gargalhadas. Eu sempre tentava ser bem divertido, não importava o momento e ela era muito engraçada. Fazíamos uma boa dupla quando o assunto era risadas, aliás, acho que fazíamos uma boa dupla, não importava o assunto.
-Sobre o que gosta de ler?- perguntei, depois de vê-la derrubar acidentalmente chocolate pelo livro. Ajudei-a a limpar enquanto ríamos.
-Com certeza achará chato- deu de ombros- Leio muitos romances.
-Porque eu acharia chato?- ela sorriu de leve ao ouvir a pergunta- Não sou muito fã de romances, mas já li alguns....
-Você lê?- questionou impressionada.
-Não sou analfabeto, sei ler e escrever- rimos- Mas sim, eu tenho o hábito de leitura. Gosto de histórias, gosto de escrever histórias em músicas.
-Ah, não brinca que você escreve músicas?- ela ergueu uma sobrancelha.
-Você não sabe muita coisa sabre mim- sorri- É um bom passatempo. Posso escrever uma sobre como foi a coisa mais linda do mundo você sentindo ciúmes de mim- ela me deu um tapinha de leve.
-Porque cisma de jogar isso na minha cara?
-Vou jogar sempre- afirmei- Foi uma gracinha.
-Gostou disso, não gostou?- ela riu.
-Amei- sorri em sua direção enquanto ela revirava os olhos.
-Porque sempre vem aqui? Quer dizer, você tem a opção de passar o verão em casa ou em outros lugares, não tem?
-Aham... mas sabe, eu gosto. É cansativo, às vezes. Como no ano passado. Eu não fiz absolutamente nada. Já esse ano, conheci você e estou me divertindo. É legal viver novas experiências.
-Não está aqui por novas experiências- ela comentou.
-Tá, meus pais viajaram e optaram por me deixar aqui. Todos os meus irmãos foram para a casa dos meus avós, menos o Frankie, que ficou na casa de um amigo. Eu achei que eles mereciam um tempo juntos. Me aturar não é fácil- brinquei.
-Eu estou amando isso tudo- sussurrou encantada, observando a paisagem- Foi um sacrifício convencer meus pais. Eu tenho 17 anos, mas mesmo assim sou a filhinha deles. Gosto disso às vezes- deu de ombros, abraçando os joelhos.
-Você tem irmãs?-  perguntei.
-Engraçado o fato de você não me perguntar se eu tenho irmãos- nós gargalhamos- Tenho uma irmã mais velha. Mas nem tenta, ela está noiva.
-Não quero tentar nada. Tenho coisa bem mais interessante bem na minha frente.
-Você é descarado assim sempre?- brincou, sorridente.
-Só quando eu quero chamar a atenção de alguém.
-Não precisa dar em cima de mim para chamar a minha atenção- avisou.
-Mas posso dar em cima de você para outras coisas- retruquei, fazendo-a balançar a cabeça em reprovação.
-É uma pena eu não poder negar que estou gostando disso- sorriu, brincalhona.
-Tá vendo? De vagar a gente sempre consegue o que quer- pisquei- Vai na fogueira conosco hoje à noite?
-Ainda falta tanto tempo- riu sem humor- Tem fogueira todos os dias?
-Não, nós fazemos a fogueira, não é nada programado- expliquei.
-Legal- comentou.
Permanecemos juntos até que o sol começasse a se por. Era algo lindo e impagável, algo que valia a pena ser visto. Os olhos de Demi brilhavam e eu me dei conta de como deveria estar sendo fantástico para ela. Se eu já ficava maravilhado com aquilo, mesmo depois de anos, deveria realmente ser extraordinário aos olhos dela.
-Até a fogueira?- perguntei, me levantando e estendendo minha mão para ajudá-la.
-Até a fogueira- ela sorriu e eu lhe dei um beijo na bochecha antes de sair dali.
Era realmente muito engraçado como ela regia à mim. E eu adorava isso.


Continua...
Desculpem!! :( Meus tios chegaram aqui e... enfim, postei! Obrigada pelos comentários, lindas! *-*
5 para o próximo, ok? Sem anônimos ;)
Ah, quase me esqueci, marquem o "eu li" :)
Beijocas,
Brubs \o Amo vocês!

7 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA POSTA O OUTROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO *-*

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  2. ai que lindooooooooo posta posta posta *_*

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  3. MDS JDFGBDIJF
    EU PRECISO DO PROXIMO CAPITULO AGORA MESMO
    MUITA PERFEIÇAO PRA UMA AMANDA SÓ
    POSTA LOGOOOOOO
    BEIJOS

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  4. PERFEITO!Estou amando essa história, posta logo.

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  5. Como eles são fogos. Adoro o jeito que o joe dá em cima da demi. Assim que e bom.
    Que bom que vou ter mais caps pra ler hoje. Amo isso! Bora para o próximo... :)

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Vamos comentar?!?!..... SIM! :3